O SACERDOTE


Nasceu na cidade de Cachoeira, Bahia, a 19 de fevereiro de 1826. Ingressou na Ordem Franciscana daquela província (29/9/1842) e nela professou até 19 de março de 1844. Fez o Curso Filosófico e Teológico junto ao Colégio da mesma Ordem, concluindo esses estudos no ano de 1847, ocasião em que foi nomeado, a 4 de dezembro, Pregador e Passante no Capítulo Geral. Seus mestres estão relacionados dentre os mais expressivos da época, destacando-se o de Filosofia, Retórica, Eloqüência Sagrada e Teologia Dogmática, o Pe. Me. Pregador Imperial, Fr. Antônio da Virgem Maria Itaparica; de História Eclesiástica e Sagrada, o Pe. Me. Fr. Manuel de Santo Antônio, que também fora seu mestre de noviço; de Teologia Exegética, Religião e Lugares Teológicos, o Pe. Me. Fr. João de Natividade; de Teologia Moral, o Pe. Me. Fr. Manuel de Santa Michelina; de Cânones, Geografia e Direito Natural, o doutíssimo Pe. Me. Fr. José do Espírito Santo e de Liturgia o Pe. Me. Fr. Antônio do Paraíso.

Em 5 de novembro de 1849 concluiu a Passantaria, tendo nessa ocasião defendido teses nas áreas de Filosofia e Teologia, necessárias para obtenção do grau de Mestre nessas Ciências. Pelo seu desempenho foi nomeado, pelo Provincial da Ordem, a 9 do mesmo mês e ano, lente das cadeiras de Teologia Moral Prático-Casuística, bem como de História Sagrada e Eclesiástica, as quais regeu junto ao Colégio Franciscano da Bahia, aberto naquele ano. Durante os dois anos seguintes regeu as cadeiras de História e de Moral, respectivamente.

Em 30 de novembro de 1850 recebeu, com dispensa de idade, a sagração de Presbítero, por Breve Apostólico de 17 de outubro do mesmo ano, das mãos do Arcebispo D. Romualdo Antônio Seixas. Ordenou-se a 30 de novembro de 1850, sob o cognome de Frei Ernesto de São Joaquim Barreto, sendo sua primeira missa rezada a 8 de dezembro junto à igreja da mesma Ordem. No Capítulo Geral, celebrado a 7 de dezembro, obteve a faculdade de exercer o ofício de Confessor Geral, assim como, a 21 de fevereiro de 1852, obteve sua secularização, através de Breve pontifício, o que lhe permitiu transitar, do claustro, para a vida secular. Quando isso ocorreu, permutou o hábito franciscano pelo de São Pedro.